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  • Raquel Neris

5 mini-hábitos para pais e filhos na gestão financeira familiar


Dando continuidade ao nosso post anterior, apresentaremos aqui algumas dicas úteis para que você dê início ao processo de mudança sua e da sua família quando assunto é cuidar bem do dinheiro. É o que chamamos aqui de mini-hábitos, ou seja, ações muito simples que todos da família conseguem colocar em prática sem muito esforço.


Confira a seguir 5 mini-hábitos para pais e filhos na gestão financeira familiar.


Mini-hábito 1:

usar produtos até o final


Você e seus filhos buscam usar tudo o que tem, por exemplo, no tubo da pasta de dente, no frasco de xampu ou de ketchup? Ou será que essas embalagens são descartadas enquanto ainda há o que aproveitar? Parece uma coisa simples demais para ser listado como dica de educação financeira familiar, mas é algo que gera economia, reduz a produção de lixo, ajuda na reciclagem e exercita o pensamento de valorização das pequenas quantidades.



Mini-hábito 2:

não desperdiçar comida


Acredite se quiser, enquanto mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, um terço dos alimentos produzidos são desperdiçados. A culpa disso é, por um lado, da própria cadeia comercial dos alimentos. Por outro, é dos consumidores, que muitas vezes compram além do que precisam consumir, ou ainda joga fora a comida que tem no prato. Assim, uma coisa simples a ser feita é não desperdiçar a comida que entra para dentro de casa. Colocar apenas o que vai comer e usar formas criativas de reaproveitar as sobras são mini-hábitos importantes para desenvolver um pensamento econômico consciente.



Mini-hábito 3:

fazer a lista de supermercado (e revisar o que foi colocado no carrinho!)


Por mais que uma pessoa tenha o costume saudável de fazer a listinha de compras do supermercado, é muito comum que ela acabe chegando no caixa com itens além do planejado. Isso porque nós sempre somos surpreendidos pelas aquelas ofertas imperdíveis que facilmente nos fazem perder o foco do nosso plano original. Assim, um mini-hábito saudável é tanto fazer a lista de compras antes de sair para o mercado, verificando bem o que precisa ser comprado de fato, quanto verificar se aquilo que foi inserido no carrinho corresponde ao planejado. Se em ao menos uma das atividades você pedir a ajuda dos seus filhos, você não apenas vai ter um aliado na busca pela economia, mas vai também dar a eles princípios importantes sobre como lidar com as emoções e impedir impulsos de consumo.



Mini-hábito 4:

escolher um item para economizar por semana


Assim como os mini-hábitos anteriores, este também parte do princípio de que toda boa gestão financeira familiar começa com a valorização das pequenas ações e quantidades. Assim, ao invés de achar que economizar a cada mês depende de um grande esforço de controle de orçamento semanal (senão diário), que tal propor um desafio simples que todos da família conseguem fazer: abrir mão de consumir uma coisa por semana e colocar o valor equivalente na poupança familiar. Não importa se a coisa é um refrigerante, um sorvete ou um jantar num restaurante: a simples atitude de colocar isso em prática toda a semana e deixar isso visível para a família torna acessível construir um hábito saudável na rotina familiar.



Mini-hábito 5:

momentos em família que não envolvem gastar dinheiro


Um grande problema na nossa sociedade é que somos bombardeados o tempo todo com opções de entretenimento que envolvem consumo. No caso de famílias com crianças e adolescentes, isso se traduz por pedidos constantes por brinquedos e jogos caros que muitas vezes extrapolam orçamento. Para evitar cair nesta armadilha, que tal cultivar momentos de diversão em família mais em conta? Momentos de contação de histórias, jogar jogos de tabuleiro ou jogos online, ter sessões de cinema em casa, ou ainda realizar simples saídas num parque são opções ótimas que não pesam no bolso. Além da economia imediata, seus filhos também vão aprender que felicidade não é resultado de gastar dinheiro, o que é uma lição muito importante para se tornar um adulto inteligente financeiramente.


Agora que você já tem essas dicas na manga para alcançar a resiliência financeira da sua casa, que tal iniciar a mudança pela prática desses mini-hábitos? Dê esse primeiro passo e dissemine essa ideia.


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